Lose Yourself Here

TUGA

Borregos

Deve ser mesmo lixado ser músico em Portugal. Muitos passam uma vida inteira sem nunca conseguirem sequer viver desta arte, enquanto olham pela janela e pensam na Taylor Swift e em quanto dinheiro ela varre cada vez que pisa um palco devido à atitude desenfreada de pitas histéricas que necessitam de estar ali a verem aquilo, que nunca vão ser para continuarem a viver. Esta realidade não é única ao nosso país. Muitos australianos, espanhóis e americanos indignados com esta visibilidade absurda que tem a música comercial merdosa de hoje em dia. Também não vale muito a pena comparar a

Os Capitão a ouvir Zarco e Vice-Versa

Os Capitão a ouvir Zarco e Vice-Versa TAVA NUM BAR A OUVIR UM SOM! TAVA NUM BAR A OUVIR UM SOM! E qual bar que não os Loucos e Sonhadores, decerto inspiradores desta bela ode à vida do maratonista de bares do bairro que vive dentro de nós a cada noite que decidimos viver a boémia. Pois não conheço melhores instrumentalistas para pintar tão bonita música que os descobridores psicadélicos Zarco. Aventureiros por natureza tem vindo a fazer jus à música tocada por amor, com muita vida de Rock & Roll à mistura que em palco atinge a sua expressão

NOS Primavera Sound : Os Nossos Favoritos

Já não falta muito para que o frio, a chuva e os dias cinzentos invernais deixem de ser uma constante preocupação. Assim, teremos de esperar até ao dia 20 de março para que a primavera, contando com a ajuda do sol e com o desabrochar das flores, se afirme incontestavelmente. Mas a data do equinócio interessa apenas aos que seguem o mundo da astronomia porque, para aqueles que seguem atentamente um outro universo – o musical –, a primavera terá o seu começo «oficial» no dia 7 de junho no Parque da Cidade, no Porto, com o início do NOS

O Terno – Melhor do que Parece

A música brasileira pode ser entendida como a «prima» da música portuguesa. Apesar de estarem separadas por um oceano imenso, as duas expressões musicais encontram-se «eternamente» unidas por um operador comum, a língua portuguesa. O tom quente e melodioso das sonoridades brasileiras são por todos conhecidas (e reconhecidas). Mas essa não é apenas uma característica una e singular da bossa-nova, (o «expoente máximo» da cultura musical brasileira): é identificável, por exemplo, também no rock e na alternativa pop canarinha – no fundo, nas áreas que à Just Musically Speaking interessam. Descobri o trabalho dos «O Terno» há relativamente pouco tempo.

FUGLY – Millennial Shit

Depois da longa espera de dois anos aquando o tão aclamado EP “Morning After” foi lançado como primeiro trabalho, os Fugly estão de volta e foram dos primeiros a abrir 2018 com um novo e primeiríssmo álbum. Com estes trabalhos pretendem manter viva a tradição do noise e do garage rock sempre tendo em mente que a Ressaca precisa de uma cura, e nada melhor que umas boas malhas de Rock & Roll para a resolver.  O projeto começou quando Pedro Feio, a.k.a Jimmy, decidiu deixar a mesa de técnico de som que ocupava nos “Lazy Faithful” e pegar no

A Chama e o Carvão – Príncipe

Acabou já por ter sido no ano passado (em dezembro de 2017!…) que Príncipe – nome artístico de Sebastião Macedo – lançou o seu primeiro álbum de originais, entitulado «A Chama e o Carvão». (E que não se estranhe o nome «Sebastião Macedo» já que o mesmo integra a já «conhecida» banda «Ciclo Preparatório» –  que têm 1 álbum lançado, datado de 2013). Numa fase inicial desta «dissecação musical»  o ouvinte encontrar-se-á sempre acorrentado a leves sentimentos melancólicos  proporcionados, não só pela poderosa lírica do autor, como também pela instrumentalidade que o mesmo impõe ao longo das 10 canções que

E Assim Se Passou Mais Um Ano – EPs 2017

E assim se passou mais um ano: 2017 já tinha os seus dias contados. Mas não desanimemos!… que o ano transato foi, sem sombra de dúvida, um ano para mais tarde recordar: vários foram os artistas, projetos e bandas que, tendo feito do atual panorama da alternativa portuguesa uma autêntica «primavera», desabrocharam, dando a conhecer aos ouvidos portugueses novas sonoridades. Por isso, reconheçamos que agora é altura de refletir, recordar e de aproveitar, reouvindo, os que para a Just Musically Speaking foram (e continuam a ser, leia-se) «alguns» dos EP’s que melhor foram acolhidos pelo público português no ano de

Capitão Fausto – O Nosso Tributo

Decidimos que era hora de quebrar o silêncio. Depois de quase um ano de existência e já passando a centena de artigos e nenhum escrito a propósito de uma das bandas mais incontornáveis da atualidade da música Portuguesa. Para os que pensavam que éramos daqueles hipsters de ferro quente que deixaram de os ouvir quando “ficaram famosos” enganem-se. Somos apenas fãs delicados que sentimos que um artigo sobre uma banda destas precisa de tempo e de mais do que uma perspetiva para ser bem exibido. Por isso juntei-me ao Bernardo e desenvolvemos o tributo possível a Capitão. “GAZELA” por Bernardo

Conversa com Luís Severo

Quiosque na Liberdade, depois de encontro no mítico S.Jorge, foi mais próximo do Tivoli, onde atuou no dia seguinte, que nos sentámos com um graduado em Sociologia que dá pelo nome de Severo mas que disso tem pouco. Na verdade, o Luís foi muito do que estava à espera e foi revelando uma identidade pessoal muito próxima da musical o que permite um intimismo diferente num concerto ao vivo, como veio a provar no dia seguinte. Nessa manhã quase tarde, que ainda não o era por estarmos de estômago vazio, Luis estava calmo. E é essa mesma calma constante com um presença quase que espiritual e sempre com um novo pensamento a propôr que se manifesta tanto na sua música como se manifestou nesta conversa.

COWS CAOS – Um Apocalipse Vanguardista

De um Mundo verdadeiramente apoteótico no qual hoje habitamos nasceram COWS CAOS, que apesar de parecer que vieram de outro planeta, tem os pés bem assentes neste. Com o lançamento do seu primeiro EP, “Sunrise Bang”, dão forma a um apocalipse musical de 22 minutos que acima de tudo é uma bonita viagem a um passado que nunca vivemos.