Lose Yourself Here

JP

Borregos

Deve ser mesmo lixado ser músico em Portugal. Muitos passam uma vida inteira sem nunca conseguirem sequer viver desta arte, enquanto olham pela janela e pensam na Taylor Swift e em quanto dinheiro ela varre cada vez que pisa um palco devido à atitude desenfreada de pitas histéricas que necessitam de estar ali a verem aquilo, que nunca vão ser para continuarem a viver. Esta realidade não é única ao nosso país. Muitos australianos, espanhóis e americanos indignados com esta visibilidade absurda que tem a música comercial merdosa de hoje em dia. Também não vale muito a pena comparar a

Os Capitão a ouvir Zarco e Vice-Versa

Os Capitão a ouvir Zarco e Vice-Versa TAVA NUM BAR A OUVIR UM SOM! TAVA NUM BAR A OUVIR UM SOM! E qual bar que não os Loucos e Sonhadores, decerto inspiradores desta bela ode à vida do maratonista de bares do bairro que vive dentro de nós a cada noite que decidimos viver a boémia. Pois não conheço melhores instrumentalistas para pintar tão bonita música que os descobridores psicadélicos Zarco. Aventureiros por natureza tem vindo a fazer jus à música tocada por amor, com muita vida de Rock & Roll à mistura que em palco atinge a sua expressão

FUGLY – Millennial Shit

Depois da longa espera de dois anos aquando o tão aclamado EP “Morning After” foi lançado como primeiro trabalho, os Fugly estão de volta e foram dos primeiros a abrir 2018 com um novo e primeiríssmo álbum. Com estes trabalhos pretendem manter viva a tradição do noise e do garage rock sempre tendo em mente que a Ressaca precisa de uma cura, e nada melhor que umas boas malhas de Rock & Roll para a resolver.  O projeto começou quando Pedro Feio, a.k.a Jimmy, decidiu deixar a mesa de técnico de som que ocupava nos “Lazy Faithful” e pegar no

Capitão Fausto – O Nosso Tributo

Decidimos que era hora de quebrar o silêncio. Depois de quase um ano de existência e já passando a centena de artigos e nenhum escrito a propósito de uma das bandas mais incontornáveis da atualidade da música Portuguesa. Para os que pensavam que éramos daqueles hipsters de ferro quente que deixaram de os ouvir quando “ficaram famosos” enganem-se. Somos apenas fãs delicados que sentimos que um artigo sobre uma banda destas precisa de tempo e de mais do que uma perspetiva para ser bem exibido. Por isso juntei-me ao Bernardo e desenvolvemos o tributo possível a Capitão. “GAZELA” por Bernardo

COWS CAOS – Um Apocalipse Vanguardista

De um Mundo verdadeiramente apoteótico no qual hoje habitamos nasceram COWS CAOS, que apesar de parecer que vieram de outro planeta, tem os pés bem assentes neste. Com o lançamento do seu primeiro EP, “Sunrise Bang”, dão forma a um apocalipse musical de 22 minutos que acima de tudo é uma bonita viagem a um passado que nunca vivemos.

Reis Da República – Imaginando o Samurai

Intitulam-se de Reis da República mas a verdade é que este nome lhes foi lançado por uma pequena Rainha demasiado ingénua ainda para entender o Rock. Hoje em dia é de facto uma Rainha que lidera através da voz os outros cinco Reis espalhados pelo instrumental. No baixo uma cara já conhecida, Gonçalo Bicudo, baixista de Ganso e Cuca Monga que dá a este projeto de RdR a sua parte mais criativa e pessoal, deixou-nos algumas palavras para complementar este novo lançamento da banda através do Teledisco “Samurai” que se peca por alguma coisa, é por não ter chegado mais cedo!

Fazendo Amor Com A Máquina

Voltamos a falar-vos de Azul de Tróia, a editora Lisboeta que primeiramente lançou os “Ciclo Preparatório” e fez-nos despertar atenção recentemente com os “Rua Direita”, que nos vem mostrar uma faceta musical mais obscura do que nos habituaram fazendo lembrar “Sensible Soccers” que também estiveram envolvidos com Pedro Tróia e Diogo Almeida, os fundadores, na compilação “Estou Bem Aqui Portugal” titulo que confirmava esta onda geral e grandemente apreciada de Orgulho Tuga.

Rua Direita – Olhó Pop Fresquinho!

Estávamos em 2013, já quase no fim, naqueles tempos em que o Ronaldo marcou três golos à Suécia e nos levou ao Mundial de 2014. Exatamente!! Quatro anos que parecem uma eternidade e que decerto mudaram bastante o panorama musical em Portugal numa rota exponencialmente positiva que tem culminado nos dias de hoje numa quantidade absurda de novos projetos musicais com uma qualidade igualmente absurda.

Rapaz Ego – Psicadélico na Primeira Pessoa

Já não me apaixonava à primeira por uma música cantada em Português provavelmente desde do  “Oeste” de Valter Lobo, até que ouvi os “Levas Aquilo que Tu Queres” do Rapaz Ego e desde então foi entoar esse mesmo coro infinitamente com o café da manhã para ter a certeza que o dia começa com um bom chuto de Rock. Pedalar o “Wah” é coisa para meninos e o Rapaz faz questão de brincar com ele deliciosamente ao longo desta que é uma das seis jóia por ele desvendadas até agora, no que é o seu único trabalho no Spotify, “Gente a Mais”. 

“Arboresque” by Afonso Albuquerque

A Portuguese “Jazzician” living and learning the London Music School that I have met already once or twice in this journey of life, has now released his first original composition. And it is true that our friends in common would comment on how good he was. However one can never expect such quality and maturity in a “first release”. “Arboresque” decomposed in Part One and Part Two is the first product of Afonso Albuquerque, an eleven-minute strong statement on how “Jazz is Not Dead”.