Lose Yourself Here

COWS CAOS – Um Apocalipse Vanguardista

De um Mundo verdadeiramente apoteótico no qual hoje habitamos nasceram COWS CAOS, que apesar de parecer que vieram de outro planeta, tem os pés bem assentes neste. Com o lançamento do seu primeiro EP, “Sunrise Bang”, dão forma a um apocalipse musical de 22 minutos que acima de tudo é uma bonita viagem a um passado que nunca vivemos.

Eles prometem que a sua música entra dentro do género “Surf and Space Rock n’ Roll PsychedelicTropical Western”. O surpreendente é que conseguem ser isso e muito mais! Desde Funk Nostálgico a Rock Acid Jazz é num verdadeiro CAOS que estas COWS se apresentam com uma das linhas mais bem estruturadas que alguma vez ouvi num EP de lançamento. A forma orgânica como toda esta confusão de géneros se une na música desta promissora banda é uma extraordinária homenagem a Shiva, deusa hindu conhecida por tornar destruição em renovação e transformação. Sem dúvida uma das maiores afirmações na música Portuguesa dos últimos anos, saindo totalmente do conceptual através de uma viagem psicadélica que acaba por combinar tantos géneros musicais distintos que acaba por ser tornar em si num só. 

Vindos dos “Pas de Probleme”, foram Duarte, Johhny e Diogo que se juntaram para um sonho conjuntos de criar uma verdadeira banda de Surf Rock marado com uma guitarra a casar muito bem com o saxophone num apocalipse sonoro. Começaram por quererem apenas apresentar-se depois de terem todas as musicas prontas e assim o cumpriram. Depois de dois anos de passeio mais informal pelo País, e com a adição aos três dos Pás, de Bicudo no baixo e Ruth a hiptonizante dançarina que nos propõe belíssimos strips que combinam com toda a apoteose presente em palco que Bicudo (rapaz do baixo) afirma “Ser necessária para entender a experiência COWS CAOS”. 

Depois de esgotarem todo um Sabotage no concerto que seria o seu terceiro, têm conseguido obter uma crítica bastante composta e com uma boa base de curiosos em relação a todo  um futuro que se ouve patente em cada compasso. Vestidos todos em fatos de branco lembrando um obscuro subconsciente de assassinatos em série, é com este caráter que um parte para o interior de um Mundo imaginado em tons de cogumelos mágicos. A verdade é que nem os próprios sabem quantas drogas foram consumidas neste processo de criação, o garantido é que pouco interessa. O que interessa é que resultaram… num dos melhores álbuns do ano! 

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