Lose Yourself Here

Mano a Mano, Bem vindos

Imaginem:

Dois irmãos, duas guitarras. Uma ilha. Jazz nos dois aos molhos. Liberdade de criação e interação que parece não ter limites. Qual será o resultado?

Mano A Mano.

Tive a sorte de poder estar à conversa com o André, um dos elementos de Mano a Mano, o mais novo. O Bruno com muita pena Nossa esteve em trabalho nesse dia, logo não se pôde juntar a nós. E, diga-se de passagem, graças a Deus, porque já havia música a mais naquela mesa.

Sempre achei o Jazz o estilo mais “intelectual” da música. Muita técnica, muita precisão, com um toque de loucura, um som que nos enche de uma forma inigualável. E com estes dois irmãos, tendo 10 anos de diferença mas que mais parecem gémeos quando tocam juntos, tudo soa bem e nem tudo está relacionado com jazz na sua música. Podemos ouvir muitos sons mais tradicionais, sempre com as suas guitarras ou variantes das ditas cujas. Nos ouvidos parecem estar por momentos numa pequena batalha, que acaba sempre com um abraço de todos os soldados. Não escondendo uma admiração gigantesca pelo Bossa Nova, os Manos lá se fizeram à estrada e desde que o Bruno se aventurou no Continente ainda não encontraram forma de parar de fazer o que mais gostam. Aulas, concertos, colaborações com grandes nomes da música…

Agora , já tendo tocado em vários palcos pelo País e até no estrangeiro, lançaram o seu segundo álbum “Vol.2” gravado na sua terra natal, Madeira. Esqueceram por completo outros instrumentos que numa fase anterior os acompanhavam e focaram-se somente em si e nas suas cordas. Quem já ouviu talvez se sinta como eu, em paz, até que no fim nos questionamos do porquê de não os termos ouvido mais cedo. Não há grande explicação além da massificação da música e do quão  difícil é singrar em certos géneros, pois qualidade não lhes falta. Desde os  dedilhados mais melancólicos e nostálgicos, à maior energia com uso de outras técnicas mais percussivas, podemos encontrar de tudo um pouco.

Como em tudo , sem sentimento a arte é impossível, e é, de facto, maravilhoso podermos imaginar um pouco da infância e da relação que estes dois têm através de dois simples instrumentos, sendo cada música uma história não cantada mas tocada. Somos levados a uma dimensão controlada pela música no seu estado mais puro.

Não queremos que este contacto fique por aqui, por isso decidimos agora dar a conhecer os Mano a Mano para quem não conhece e brevemente esperamos ter a oportunidade de vos contar o que mais aprendemos com estes gigantes da música.

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